sexta-feira, 6 de novembro de 2026

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Temor sobre gastos em IA derruba bolsas e amplia perdas de ações de tecnologia

Nasdaq recuou 5,52% na quinta-feira; na Ásia, o Kospi chegou a cair 8,55% e teve negociações suspensas por 20 minutos.

Escrita por inteligência artificial a partir das fontes abaixo e conferida automaticamente · 06 de nov. · 10:36

Uma balança inclinada deixa algumas moedas genéricas escorregarem da bandeja mais baixa.
Ilustração gerada por inteligência artificial

As dúvidas sobre o retorno dos investimentos em inteligência artificial (IA) e o risco de novas restrições a centros de dados provocaram fortes perdas em bolsas globais. Na quinta-feira (5), o Nasdaq Composite caiu 5,52%, sua maior baixa diária desde abril de 2025, e terminou quase 12% abaixo do recorde de 6 de outubro. Uma queda de 10% ou mais desde um pico recente é considerada correção de mercado.

A venda se espalhou pela Ásia na sexta-feira. O Nikkei japonês recuou 5,96%, enquanto o Kospi sul-coreano perdeu 6,02%. Durante o pregão, a baixa do índice da Coreia do Sul chegou a 8,55%, acionando uma interrupção de 20 minutos nas negociações. Na Europa, os principais índices também operavam em queda pela manhã, segundo o G1.

Em Wall Street, a pressão foi mais intensa entre fabricantes de chips e empresas ligadas à infraestrutura de IA. A AMD caiu 17,3% e a Nvidia, 9,3%; o índice de semicondutores da Filadélfia recuou 12,2%. Empresas de centros de dados e computação em nuvem voltada à IA, como IREN, Applied Digital, Cipher Digital, CoreWeave e Nebius, também tiveram perdas expressivas.

O resultado das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos aumentou a apreensão de que a expansão dessas estruturas enfrente mais obstáculos políticos e locais. Centros de dados concentram servidores e chips usados para operar sistemas de IA, mas exigem grandes volumes de energia e água. Candidatos democratas defenderam frear novas construções, e há resistência de comunidades a projetos desse tipo. Isso alimenta receios de atrasos em licenças e obras, não significa que novas restrições já tenham sido aprovadas ou que projetos anunciados tenham sido cancelados.

A eleição também não explica sozinha a queda. Investidores já questionavam se os gastos bilionários das empresas de tecnologia vão gerar receitas e lucros suficientes, além de monitorarem custos de financiamento mais altos. A reação pode atingir fornecedores de chips, equipamentos e energia caso os projetos sejam adiados. O G1 cita a avaliação de um especialista de que o resultado eleitoral acrescentou risco a um setor que já mostrava fragilidade.

Os investidores acompanham agora a divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos, prevista para sexta-feira, e dos dados de inflação americanos, marcados para a terça-feira seguinte, segundo o Guardian. Esses indicadores podem influenciar as expectativas sobre juros e o apetite por ações de tecnologia.

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